Você montou um aquário plantado lindo, mas as folhas amarelaram, as plantas pararam de crescer e as algas apareceram. Parece que planta de aquário é difícil. Na verdade, quase sempre falta só uma coisa: alimento no ponto certo. Neste guia, a fertilização e o CO2 ficam simples.
O que a planta precisa para crescer
Planta faz fotossíntese. Ela usa luz, CO2 e nutrientes para crescer. Se um desses falta, o crescimento trava, mesmo que os outros estejam sobrando. É por isso que mais luz sozinha costuma gerar só alga.
Os nutrientes se dividem em dois grupos:
- Macronutrientes: nitrogênio, fósforo e potássio. A planta usa em maior quantidade. Os peixes já fornecem uma parte pelas sobras e pelo cocô.
- Micronutrientes: ferro e outros minerais em pequenas quantidades. Quase sempre são os que faltam, principalmente o ferro.

Sinais de que falta adubo
- Folhas novas pálidas ou amareladas, com as nervuras ainda verdes: costuma ser falta de ferro.
- Folhas velhas amarelando e caindo: pode faltar nitrogênio ou potássio.
- Pequenos furos nas folhas: sinal comum de falta de potássio.
- Crescimento muito lento, mesmo com luz boa.
Antes de adubar, confira o básico: a luz está ligada por 6 a 8 horas e o substrato é adequado? Adubo não conserta aquário com luz errada.
Como fertilizar sem errar
Existem dois caminhos principais: o adubo líquido, que vai direto na água, e o substrato nutritivo, que alimenta as raízes. Para quem está começando, o líquido é o mais prático.
- Comece com a menor dose que o rótulo indicar. Nunca comece pela maior.
- Aplique em dias fixos da semana, de preferência depois da troca parcial de água.
- Observe por duas semanas. Folhas novas verdes e firmes mostram que está funcionando.
- Se aparecer alga nova, reduza um pouco a dose e confira a luz.
Tem na EvoFertilizante Delta Plant 100 ml – BiotecR$ 78,80Ver produto →E o CO2? Preciso mesmo?
Não. Muita gente tem aquário plantado bonito sem injeção de CO2. É o chamado aquário "low-tech": poucas plantas exigentes, luz moderada e adubação leve. Plantas como anúbias, java fern, vallisneria, echinodorus e cryptocoryne vão bem assim.
O CO2 injetado só vale a pena quando você quer plantas exigentes, de crescimento rápido e tapetes densos. Nesse caso, o sistema precisa de cilindro, regulador, difusor e, de preferência, controle de tempo.
Cuidados com o CO2
O CO2 em excesso é perigoso: ele reduz o oxigênio disponível e os peixes ficam ofegantes na superfície. Por isso:
- Comece com uma quantidade bem pequena de bolhas e aumente aos poucos, em vários dias.
- Ligue o CO2 uma ou duas horas antes de a luz acender e desligue antes de apagá-la.
- Mantenha boa circulação de água para espalhar o gás.
- Se os peixes ficarem na superfície, desligue o CO2 e reforce a oxigenação com bolhas.

Luz, CO2 e adubo trabalham juntos
Pense numa balança de três pratos. Se você aumenta a luz, a planta pede mais CO2 e mais nutrientes. Se aumenta só um deles, sobra alga. Ajuste uma coisa de cada vez e espere uma ou duas semanas antes de mexer em outra.
Tem na EvoLuminária LED S-200 10 W – SomaR$ 165,00Ver produto →Quando a alga aparece
Um pouco de alga é normal. Se ela exagerar, revise nesta ordem: horas de luz, quantidade de ração, troca de água e dose de adubo. Só depois pense em produtos específicos.
Tem na EvoAnti Algas (água doce) 15 ml – LabconR$ 32,90Ver produto →Se algum peixe ou camarão mostrar comportamento estranho depois de mudar a adubação, faça uma troca parcial de água e procure orientação na loja antes de usar qualquer remédio.
Checklist rápido
- Luz entre 6 e 8 horas por dia.
- Adubo líquido na menor dose, em dias fixos.
- Troca parcial semanal de água.
- Sem CO2, escolha plantas fáceis.
- Com CO2, comece com pouco e observe os peixes.
- Mude um ajuste por vez.
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