A coridora é simpática, brincalhona e vive no fundo, o que fez muita gente chamá-la de "limpa-fundo". Aí vem o engano: comprar uma achando que ela vai manter o aquário limpo. Ela não faz isso, e pode passar fome. Vamos esclarecer o que é mito e como cuidar bem desse peixinho.
Os mitos mais comuns
Mito 1: ela limpa o aquário. Ela procura comida no fundo, mas não substitui sifonagem nem filtro. Sobra de ração apodrece e suja a água do mesmo jeito.
Mito 2: ela vive de sobras. Não vive. Precisa de ração própria, que afunde.
Mito 3: aguenta água suja. Água ruim machuca os barbilhões, as "antenas" do rosto, e causa infecções.
Mito 4: pode viver sozinha. É um peixe social. Sozinha, fica tímida e estressada.
Mito 5: respirar na superfície é sinal de doença. Em geral é normal. Elas podem engolir ar e usar o intestino para ajudar na respiração. Só se preocupe se isso for constante e vier com outros sinais, como água ruim ou calor.
Quantas criar
Coridoras são peixes de cardume. O mínimo é 6, de preferência da mesma espécie. Em grupo elas ficam ativas, exploram e se sentem seguras. Para esse grupo, escolha um aquário de pelo menos 54 litros, com fundo comprido, já que elas usam a área do chão, e não a altura.


Fundo certo: o ponto mais importante
Os barbilhões são sensíveis. Cascalho grosso e pontudo ou pedras afiadas machucam e podem causar inflamação.
- Prefira areia fina ou cascalho bem arredondado e liso.
- Evite pedras com pontas no chão.
- Mantenha a areia limpa, sifonando uma parte a cada semana.
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A maioria das espécies comuns (como a *Corydoras paleatus* e a *aeneus*) vive bem nestes valores:
- Temperatura: 22 a 26 °C.
- pH: 6,0 a 7,5.
- Amônia e nitrito: zero. Elas são sensíveis, então confira com testes.
Use anticloro nas trocas e faça 25% de troca por semana. Cuidado com sal e com alguns medicamentos: coridoras costumam ser sensíveis. Para doença, procure a loja ou um veterinário antes de aplicar qualquer coisa.
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Como elas procuram comida no fundo, use alimento que afunda:
- Ração em pastilhas ou grânulos de fundo.
- Alimentos liofilizados, como tubifex, 1 ou 2 vezes por semana, como petisco.
- Legumes bem cozidos, em pedacinhos, de vez em quando.
Ofereça logo antes de apagar a luz, porque elas são mais ativas ao entardecer. Se há peixes rápidos no aquário, confira se a coridora está de fato comendo.
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Ela é pacífica e combina com guppy, tetra-neon, platy, rasbora e camarões. Evite peixes muito grandes ou agressivos, que machucam ou comem. Não coloque com kinguio, pois a temperatura ideal é diferente e ele revira o fundo.
Esconderijos e luz
Troncos, folhas e plantas dão abrigo. Elas gostam de sombra, e e é normal que fiquem escondidas nos primeiros dias.
Sinais de que algo está errado
- Barbilhões curtos ou desgastados.
- Peixe parado, com nadadeiras fechadas.
- Cor desbotada e respiração rápida.
O primeiro passo é conferir a água e a areia. Se persistir, converse com a loja ou com um veterinário.
Checklist rápido
- Pelo menos 6 coridoras, da mesma espécie.
- Areia fina ou cascalho arredondado.
- Ração de fundo, que afunde.
- Água limpa, sem amônia e nitrito.
- Troca parcial semanal e sifonagem leve.
- Esconderijos e convivência pacífica.
Está pensando em montar um cardume de coridoras? Passe na loja, em Alfenas, e a gente ajuda você a escolher espécie, fundo e alimentação.


